Os filmes no ensino de história são importantes não apenas por permitirem uma visualização da história, numa sociedade guiada por imagens como a nossa quanto por oferecerem a oportunidade de discutirmos as várias versões que uma mesma história pode ter. Confrontar o que dizem os livros, os documentos, os historiadores especialistas no assunto e a visão que o diretor quis passar, favorecem a percepção que os alunos podem ter de serem sujeitos dessa história.
Filme Recomendado:
Inimigo Meu (Enemy Mine): Este filme é uma aventura da ficção científica, dirigida pelo alemão Wolfgang Petersen, baseado em um romance de Barry Longyear, lançado em 20/12/1985, estrelado por Dennis Quaid e Louis Gossett Jr. É um daqueles filmes que antigamente, nos anos oitenta e meados dos noventa, se assistia na Sessão da Tarde. O filme foi indicado nas categorias de Melhor Ator (Louis Gossett Jr.), Melhor Maquiagem e Melhor Filme de Ficção Científica para o Prêmio Saturno, da Academia de Ficção Científica, Ficção e Filmes de Horror, dos EUA, no ano de 1986.
O filme conta a história de dois guerreiros espaciais, um do planeta Terra e o outro do planeta Dracon, que na luta para aumentar o domínio dos seus planetas, se vêem perdidos num planeta distante e inóspito, depois que suas naves são abatidas. O piloto humano é Willis Davidge (Dennis Quaid) e o outro é o drac Jeriba Shigan (Louis Gosset, Jr.), um réptil alienígena, que mais tarde será chamado por Willis de Jerry.
No início do filme, os dois pilotos estão decididos a ser destruir, mas a necessidade de sobreviver é maior e eles acabam juntando forças para superar as dificuldades no planeta desconhecido. Um dos fatos marcantes do filme é a gravidez do drac Jeriba, para espanto de Davidge, ante a imagem de um macho grávido.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiMSJEJhyki9e9-F82CvFqbXGBI8m68cYBBK7zdq_6wX5vvivETwm-I93nL09WsBRiP-t-c1TGtSyceqo1vmoMUTmTczkWzCBY_zEG-8qaQbAnQIBJ6kXEgOvvM6n-oTkPA6aPBxtgaVYwo/s1600-h/inimigo_03.jpg
Com diálogos extremamente interessantes e recheados de metáforas, em que um piloto tenta convencer o outro da legitimidade das suas ações, em busca da dominação dos planetas. Nos permite perceber como os discursos podem ser construídos a favor ou contra um determinado assunto, neste caso, a dominação dos EUA e da União Soviética sobre os demais países, tanto econômica, quanto militar e culturalmente. O cineasta alemão quis passar a visão que os demais povos poderiam ter, ante a pretensão hegemônica daqueles dois líderes mundiais. Soando como uma tentativa de reavaliação das ações do homem, que guiado por uma ambição desenfreada por mais territórios, poder, armas e riquezas, coloca em risco a sobrevivência da espécie e do planeta.
O cineasta alemão, Wolfgang Peteresen possui uma trajetória eclética em seu modo de dirigir, destacando-se em seu estilo, o uso de imagens impressionantes e de grande impacto. Em sua filmografia está a produção germano-americana aventura/fantasia A História Sem Fim (Die Unendliche Geschichte), de 1983. Além do drama de guerra Barco-Inferno no Mar (Das Boot), de 1981. O suspense Busca Mortal (Shattered), de 1991, sendo também seu roteirista. O drama Na linha de Fogo (In the Line of Fire), de 1993. O de ficção científica Epidemia (Outbreak), de 1995. O thiller Força Aérea Um (Air Force One), de 1997. O de aventura Mar em Fúria (The Perfect Storm) de 2000. O épico, Tróia (Troy) de 2004. E o de Ação, Poseidon, de 2006.
| Desta forma, o cinema não poderia deixar de acompanhar e representar em suas telas o que acontecia na civilização humana. Nesse mesmo período, são lançados outros filmes envolvendo tanto a temática da guerra quanto da ficção científica que marcariam a história do cinema como: Alien: O oitavo passageiro (1979) e Blade Runner (1982), ambos de Ridley Scott; a trilogia Guerra nas Estrelas: Uma Nova Esperança (1977), O Império contra-ataca (1980) e o Retorno de Jedi (1983) de Steven Spielberg e George Lucas, que tratavam desse ambiente mais futurista, envolvendo guerras interplanetárias, criaturas alienígenas, luta pela hegemonia de planetas, tudo isso permeado por sentimentos que dominam a nossa sociedade: ambição, poder, preconceitos, amor, ódio, amizade, traição. Por: Laélia Borges (Historiadora) |

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